segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

15 Anos pós Rainha Margot (o filme)



Há 15 anos atrás vimos uma adaptação literária primorosa nos cinemas, daqueles trabalhos em que percebe-se a beleza da fusão entre a literatura e a linguagem cinematográfica. Um resultado de contribuição mútua, ao contrário do que costumamos ver por aí quando se trata de adaptações.

"A Rainha Margot" é uma novela escrita por Alexandre Dumas em 1845 e conta a história do casamento arranjado de Marguerite de Valois, irmã do Rei da França, Carlos IX, que por meio das articulações políticas de sua mãe, Catarina de Médicis (católica fanática), é obrigada a se casar com seu primo Henrique, rei de Navarra. Este era um huguenotes (protestantes), e o objetivo do casamento era aplacar os ânimos e as relações conflitosas entre eles e os católicos. Mas foi nas bodas de Margot que Catarina manda matar o líder dos huguenotes o que irrita os protestantes, levando o Rei, sob influência de sua mãe, a autorizar a morte de todos os protestantes de Paris,  na trágica noite de 24 de agosto de 1572 conhecida como um dos maiores massacres da história da França, a noite de São Bartolomeu.

O filme tira o clima mais romanceado da novela e retrata com uma crueza plástica  a narrativa de Alexandre Dumas. Isabelle Adjani incorpora uma Margot maliciosa e passional, uma mulher que se opõem à mãe a aos irmãos em um conflito político, de personagens ambiciosos e imorais. 
O visual rubro do filme é de um horror lindíssimo, o vermelho permeia a história, cenários e figurinos.  Realmente um filmaço!!!

Direção: Patrice Chéreau
Ano: 1994
País: França, Itália e Alemanha.
Título Original: La Reine Margot
Elenco: Isabelle Adjani, Daniel Auteuil, Virna Lisi, Cincent Perez, Jean-Hugues Anglade, Dominique Blanc, Pascal Gregory, Claudio Amendola, Miguel Bosé, Asia Argento, Julien Rassam, Thomam Kretschmann, Jean-Claude Brialy, Jean-Philippe Ecoffey, Albano Guaetta.

2 comentários:

Os Alquimistas Estão chegando disse...

Flavio, que post divino. Definitivamente esse filme merece a lembrança. E a Isabelle Adjani também. Obrigado por trazer a memória desse filme e dessa musa à tona. Bj

Flavio Barone disse...

hehehehe com certeza. Filmes como esse sempre valem a lembrança
; )